Thursday, June 2, 2011

#53

Entrevista a Sophia Vieira






Área: Música (Vocalista da banda nacional Cinemuerte)


1. Como decidiu iniciar o seu projecto com os Cinemuerte?
A banda surgiu das cinzas dos NUA, a banda que o João Vaz e eu tínhamos desde 1993. Decidimos a uma certa altura criar os Cinemuerte pois queríamos partir em direcção a um novo rumo musical. Tínhamos muito em comum em termos de gostos musicais.

2. Como encarou a sua colaboração com a banda de metal portuguesa Moonspell?
Encaro como uma experiência enriquecedora: colaborei com alguns dos melhores músicos e staff da cena musical. Tive a oportunidade de aprender no terreno, numa dimensão internacional.

3. Obteve formação em alguma academia/conservatório?
Frequentei workshops, aulas particulares de voz, guitarra. Mas a “estrada” foi sem dúvida a minha grande escola. No meu meio musical, a estrada é quem mais educa. O conceito de banda, tem esta particularidade de ser um projecto artístico em movimento, que requer flexibilidade, poder de adaptação aos meios, aos recursos disponíveis ou não e daí muita criatividade.

4. Qual a sua opinião sobre o mercado musical em Portugal?
Continuamos a ser elitistas. Sem grandes mágoas, quem governa continua a não dar oportunidades a grandes-pequenos talentos. Há por aí muita banda boa. E são sempre os mesmos a tocar nas festividades, nas festas municipais. É tudo uma grande máfia. Isto poderá incomodar, mas é a verdade. Existem redes de interesse que não fomentam o direito à oportunidade. O panorama musical está substancialmente viciado e destinado ao empobrecimento cultural das massas. O público em geral come do que lhe põe no prato.

5. Quais os objectivos e projectos futuros?
O objectivo nao é bem um objectivo. É mais uma atitude, uma forma de estar: compor e tocar e partilhar todo o sentimento com o mundo exterior.




Grupo,
02/06/2011

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